Tudo sobre queda de cabelo

19 Causas da Queda de Cabelo – O Que Faz Cair Cabelo?

Causas da queda de cabelo

A calvície é uma doença que tem vida própria, afetando quaisquer tipos de pessoas, sejam gordas, magras, ricas, pobres, e que tinjam ou não seus cabelos, e que também não tem data certa para se manifestar, apesar de normalmente dar seus primeiros sinais ainda na adolescência e se consolidar no jovem adulto.

Fatores

1) Alisamentos

Normalmente, os dermatologistas pedem para que as pessoas façam os alisamentos em intervalos mínimos de seis meses. Quando se fala em queda de cabelo, refere-se à perda do fio pela raiz, o que não ocorre com os alisamentos.  No entanto, o indivíduo que realiza um alisamento poderá perceber que seu volume médio de fios perdidos diariamente (cerca de 100 fios a 150 fios) será maior. Isso ocorre porque o cabelo estará também quebrando e caindo.

Ainda com relação ao alisamento, vale lembrar que, após realizá-lo, as mulheres tendem a diminuir a frequência de lavagem visando prolongar a durabilidade da escova realizada. Esse comportamento acaba deixando o cabelo mais oleoso, o que poderá causar dermatite seborreica, que por sua vez tende a acelerar o processo de queda. Preferencialmente, o cabelo deve ser lavado diariamente ou, no máximo, em dias alternados. O indivíduo jamais deverá deixar de lavar os fios por dias seguidos.

Além disso, pessoas que alisam o cabelo passam pelo procedimento da escova, que é bastante agressivo. A intensa tração exercida sobre os fios também pode danificá-los e arrancá-los.

Leia o texto do link a seguir para descobrir como identificar a queda de cabelo.

2) Influência genética

O fator genético não é tão preponderante ao ponto do filho de um pai careca acreditar que o mesmo acontecerá com ele. Deve-se levar em conta o lado materno e a reação individual, pois mesmo que haja influência genética, as manifestações podem ocorrer em estágios diferentes. Entretanto, é bem provável que esse mesmo filho herde a calvície.

Se o indivíduo perceber que está começando a apresentar “entradas” mais acentuadas e que o fio está se tornando mais fino na parte frontal da cabeça, ele deverá procurar por um médico. O tratamento precoce é o que determinará a não evolução do problema.

3) Uso de “chapinha”

O uso de chapinha pode aumentar a quebra dos fios, causando a sensação de que a queda de cabelo está sendo ampliada. Entretanto, isso não ocorre, necessariamente. O indivíduo não possui um fio doente, mas um fio em processo de quebra.

4) Uso de apliques

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Muitas pessoas que possuem cabelos finos e pouco volumosos costumam recorrer ao “aplique” para conseguirem manter o visual desejado. Entretanto, a utilização desse recurso por longos períodos pode, de fato, acarretar um efeito negativo. Afinal, o “aplique” permanece pendurado sobre um cabelo já frágil. Além disso, usuárias de “aplique” costumar lavar menos o cabelo. A manutenção é difícil e agrava a dermatite, o que aumenta a queda dos fios.

O “aplique” é fixado na parte posterior do cabelo, o que geralmente não é problema. A região mais problemática para as mulheres corresponde à parte frontal, e o “aplique” poderá piorar ainda mais a situação desses fios. Quando mais finos forem os fios, mais danoso poderá ser o “aplique”. Isso porque o cabelo fino suporta menos a tensão exercida sobre ele, tornando o uso do acessório mais comprometedor. Portanto, o “aplique” acaba sendo uma solução paliativa.

Preferencialmente, as mulheres devem recorrer a “apliques” que possam ser instalados e retirados com facilidade, permitindo uma prática higienização dos cabelos. Já os “apliques” que são colados sobre os fios dificultam na limpeza e no ato de pentear.

5) Queda fisiológica

De fato, nota-se que algumas pessoas perdem mais cabelo em determinada época do ano, como se fosse uma troca, o que é normal.

6) Tingir e alisar os cabelos

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O fato de tingir, alisar ou passar “chapinha” sobre os cabelos não irá interferir na evolução da calvície, a qual possui um progresso natural. Uma pessoa normal e que possua cabelos grossos, como os orientais, tende a suportar muito bem as agressões provocadas pelos processos de alisamentos e tingimentos. Ocorre que, o indivíduo portador da alopecia androgenética (calvície) passa a ter um cabelo extremamente fino. Logo, a resistência dos fios também é menor. Enquanto o cabelo possuir fios de calibre volumoso, o indivíduo conseguirá alisá-los, tingi-los e prendê-los, como um “rabo de cavalo”. Porém, ao sofrerem o processo de minituriarização, os fios se tornarão mais vulneráveis. Assim, uma pessoa poderá tingir o cabelo e nunca apresentar problemas, mas a partir do momento em que a calvície se instalar, o cabelo tenderá a ficar quebradiço após o mesmo procedimento.

7) Deficiência de vitaminas e proteínas

Existem doenças caracterizadas por deficiências de vitaminas e proteínas, o que por sua vez condiciona os cabelos a se tornarem fracos. O cabelo tem vida própria, assim, ele segue seu próprio ciclo biológico, definido pelos genes de cada indivíduo. Desse modo, espessura, tamanho e cor do cabelo são imutáveis. Não há nenhuma forma de engrossar o cabelo ou promover seu crescimento. O que pode ser feito é excluir algum fator que, por ventura, esteja alterando esse ciclo, como uma deficiência vitamínica. Neste caso, ao consumir a vitamina que está em falta, o indivíduo poderá retomar a normalidade de seus fios. Já um indivíduo que não possua nenhum problema capilar poderá consumir vitaminas à vontade e, mesmo assim, não conseguirá modificar o crescimento do cabelo, tampouco sua espessura.

8) Cirurgia bariátrica

O princípio dessa cirurgia é diminuir o tamanho do estômago. Primeiramente, o paciente tem uma sensação de distensão abdominal, fazendo com que ele tenha uma sensação de saciedade extra. Porém, a cirurgia também diminui a capacidade de absorção do estômago. Assim, a superfície de absorção de nutrientes é reduzida, podendo gerar danos intensos. Entre destinar ferro para produzir sangue ou usá-lo para o cabelo, o organismo sempre priorizará o primeiro processo, já que o cabelo é tido pelo organismo como algo supérfluo. Assim, não só o indivíduo passará a ter uma deficiência proteica, uma vez que os aminoácidos são degradados no estômago, como ter déficit de ferro. Estas consequências se devem à remoção de parte do duodeno.

9) Gravidez

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Se a mulher grávida estiver bem nutrida, fizer o pré-natal corretamente e não apresentar nenhuma deficiência nutricional, ela provavelmente não terá problemas com a queda de cabelo. Durante a gravidez, muitas gestantes tem a sensação de que nunca tiveram um cabelo tão saudável. Isso se deve ao fato de que, na gestação, o cabelo é estimulado pelos hormônios femininos, razão pela qual os fios crescem mais.

Após o parto, a gestante perde uma parte dos cabelos que ficaram retidos durante a gestação. Isso acarreta uma grande queda capilar. É necessário lembrar que a criança que está sendo gestada consome uma grande quantidade de nutrientes. Logo, se a mulher não fizer o devido acompanhamento e não se alimentar adequadamente, ela poderá ter uma deficiência fatal de ferro e, por conseguinte, um problema associado ao cabelo.

10) Pós-parto

O pós-parto interfere na queda de cabelo devido principalmente a dois fatores. O primeiro deles é a anemia, algo menos comum atualmente, já que no pré-natal, os obstetras devem repor adequadamente as perdas sofridas pela gestante. O segundo é a brusca mudança hormonal. A mulher passa os nove meses de gravidez sob forte influência hormonal para que o bebê seja nutrido. Após o nascimento da criança, ocorre uma queda muito rápida da taxa de hormônios, que regem a disposição dos cabelos e são também responsáveis pelas características sexuais, como por exemplo, distribuição pilar na pele.

O processo é variável. Algumas mulheres apresentam uma queda maior, enquanto outras não chegam nem mesmo a perceber qualquer diferença significativa. Entretanto, de maneira geral, as mulheres apresentam algum grau de queda no pós-parto em função dessas alterações hormonais.

11) Eflúvio após o pós-parto

Existem mulheres que continuam sofrendo perda de cabelo constante após o parto. Entretanto, esse tipo de eflúvio jamais deve se prolongar por períodos muito longos, como alguns anos, por exemplo.

Nos casos em que o eflúvio permanecer ativo por um tempo realmente considerável, é possível que haja algum outro fator responsável pelo problema. A mulher poderá estar desenvolvendo alopecia androgenética ou deter algum outro distúrbio de desequilíbrio orgânico, por exemplo, com relação a minerais que devem ser repostos.

12) Tabaco

O tabaco interfere em nossa vitalidade, qualidade de vida em geral, e até mesmo na saúde da pele. Isso acontece pois ele compromete a oxigenação e a vitalidade das células presentes na raiz do bulbo capilar. Os cirurgiões plásticos observam frequentemente que pacientes tabagistas tem também maiores dificuldades de cicatrização, além de geralmente ter um pós-cirúrgico um pouco mais complicado. Isso não muda muito com relação ao cabelo, pois o tabaco, indubitavelmente, afeta a vitalidade dos fios.

13) Menopausa

É possível manter a saúde dos cabelos em qualquer fase da vida, desde que o indivíduo obedeça alguns pontos fundamentais em termos de nutrição e não agressão química constante. No entanto, o período da menopausa é uma fase geralmente mais instável para a mulher, e embora as mudanças da menopausa sejam menos intensas do que aquelas ocorridas no decorrer do pós-parto, o equilíbrio orgânico da mulher também acaba sendo afetado. Portanto, o cabelo também pode sofrer nesse período.

Existe tratamento para o problema. As substâncias denominadas rubefacientes aceleram a oxigenação e o afluxo de sangue no bulbo capilar, fazendo com que ele tenha mais vitalidade. Entretanto, a mulher deve ser totalmente avaliada, seja do ponto de vista hormonal, nutricional e emocional. A análise deve ser global para que se possa chegar a um resultado mais satisfatório.

14) Estresse

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Cada indivíduo tem um organismo mais ou menos vulnerável que os demais. Assim, enquanto o estresse pode leva algumas pessoas a terem terríveis cefaleias, outras poderão sofrer com a queda de cabelo. Porém, a queda de cabelo ocasionada por estresse é reversível. O mesmo não se pode dizer dos fios brancos. O estresse contínuo pode acelerar o processo de envelhecimento do organismo. Há de frisar também que retirar um fio de cabelo branco com uma pinça não fará com que cresça outro fio preto no local. O cabelo é geneticamente condicionado a produzir melanina, pigmento que se impregna nos fios, e em um determinado momento essa produção de pigmentos entra em exaustão.

Para saber mais sobre a relação entre estresse e queda de cabelo, e técnicas de relaxamento, leia o seguinte artigo: http://quedadecabelo.club/estresse-causa-queda-de-cabelo/

15) Má alimentação

Para o organismo, o cabelo é uma estrutura não-nobre. Nobres são órgãos vitais, como coração, pulmão, fígado e rins. Assim, quando se tem alguma situação de espoliação orgânica, como no caso de pessoas que se submetem a longas dietas restritivas (algo muito comum entre as mulheres), o organismo tende a poupar os órgãos vitais, priorizando a nutrição voltada a eles, em detrimentos de outras partes consideradas menos nobres. Este é o caso dos anexos cutâneos: cabelos e unhas.

É por essa razão que é tão comum ouvir pessoas que fazem dietas restritivas se queixarem, por exemplo, que suas unhas estão se enfraquecendo e a queda de cabelo está aumentando. Obviamente, o cabelo precisa de nutrientes para que tenha vitalidade e seja saudável.

16) Doenças ou cirurgias de grande porte

Existem doenças que podem deteriorar a saúde orgânica de um modo muito intenso, fragilizando o que não for considerado nobre, e, como dito anteriormente, na maioria das vezes o cabelo será incluído nesse tipo de situação. No caso das cirurgias de grande porte, até em virtude do próprio estresse cirúrgico e anestésico, existe a possibilidade que o indivíduo, após vivenciar uma situação estressante, desenvolva uma queda de cabelo significativa.

17) Anemia

Existem mulheres que possuem ciclos menstruais complemente irregulares, ocasionando o chamado hiperfluxo menstrual, que poderá resultar em anemia no decorrer dos meses.  Caso esse hiperfluxo e tendência progressiva à anemia não sejam corrigidos, a paciente poderá sofrer uma enorme queda capilar.

18) Eflúvio telógeno

O termo eflúvio telógeno é usado para designar uma queda de cabelo mais intensa. O eflúvio ocorre quando o ciclo de vida capilar estaciona na fase de desprendimento ou queda. Esse problema é muito comum entre as mulheres.

Há um aparelho chamado dermatoscópio ou videodermatoscópio (projeta uma imagem no monitor), que se assemelha a um microscópio portátil que permite uma análise profunda do couro cabeludo, e desse modo, é possível constatar qual é a preponderância existente: fios telógenos ou anágenos. Quando há predomínio de fios telógenos, é definido que há uma tendência ao eflúvio telógeno, que por sua vez pode estar ligado a uma série de fatores, como anemia, estresse, adoção de dietas restritivas e seborreia.

19) Tricotilomania

Existem pessoas que cutucam o rosto e retiram pedaços de pele, removem espinhas, enquanto outras arrancam cabelos. A pele e seus anexos, como pelos e unhas, são estruturas vistas como alvo para que as pessoas extravasem sua ansiedade.

A tricotilomania consiste no tique de arrancar cabelos, trata-se de um distúrbio emocional que precisa ser tratado. As pessoas tendem a liberar a ansiedade e conflitos através dessa automutilação. Existem pessoas que, além de puxarem os cabelos, ainda os engolem, o que pode acarretar até processos de obstrução intestinal por conta da formação dos “bolos” de fios.

O problema precisa ser tratado por meio de psicoterapia, pois o distúrbio não se limita ao âmbito da dermatologia. O dermatologista pode ser o profissional responsável pelo diagnóstico, mas o paciente deve ser encaminhado para fazer tratamento psicoterápico.

A tricotilomania pode passar despercebida pelos pais, mas devido à sua vivência, o dermatologista pode perceber que o padrão de queda inerente a esses casos é extremamente irregular. A perda de cabelo é atípica e gera falhas específicas. Além disso, vale lembrar que a criança poderá negar o fato de estar arrancando seus próprios cabelos por sentir medo ou vergonha. Caso o hábito persista por um longo período, a saúde dos fios poderá ser fragilizada.

Leia o artigo a seguir para descobrir alguns mitos sobre a queda capilar.

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